segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Três exemplos comprovam que valeu a pena ser candidato a governador do Pará

Apesar das improváveis chances de vitória nas eleições passadas, vou citar apenas três exemplos de mudanças importantes que nossa candidatura ajudou a promover no governo do estado, e que sequer eram mencionadas pelo governador e membros do seu governo antes das eleições. Os exemplos são de humanização no serviço de saúde, e outros dois são de eficiência da máquina pública:


1) No maior hospital público do Pará, o Ophir Loyola, referência no tratamento de câncer, os pacientes e seus parentes (dezenas de pessoas) que chegavam no início da noite ao hospital para entrar na fila das senhas para agendamento e atendimento no dia seguinte, eram mantidos na calçada, do lado de fora do hospital, ao relento, deitados em papelão, sob chuva e na companhia dos ratos que transitam ali, enquanto em frente a eles, atrás de uma parede de vidro, todos viam uma ampla sala de recepção, um espaço confortável do lado de dentro, vazia, apagada e trancada, onde todos poderiam passar a noite durante a espera. Gravamos um programa eleitoral inteiro na calçada, tarde da noite, colhendo depoimento dos pacientes do hospital, pessoas em busca de atendimento e seus familiares. A repercussão foi enorme nos jornais e programas locais de rádio e televisão. No início deste ano a direção do hospital foi mudada e as pessoas da calçada passaram a ser acolhidas na sala de recepção, que antes ficava fechada e apagada durante a noite.


2) Uma reforma administrativa profunda constava como ponto fundamental do nosso "plano de governo". Durante a campanha falamos muito da necessidade de diminuir o tamanho da máquina estatal, enorme, ineficiente, cheia de vícios, especialmente o aparelhamento político das instituições públicas. No fim do ano passado, antes mesmo de assumir o novo mandato, o governador reeleito, que nunca falara no assunto, principalmente no período eleitoral, promoveu uma reforma administrativa, extinguindo órgãos, cargos comissionados, etc. Foi uma reforma realizada de maneira açodada, muito tímida, e contestável sob vários aspectos, mas foi um passo na direção do acerto.

3) Também constava como ponto crucial no nosso "plano de governo" a descentralização administrativa do estado, com a criação de centros regionais de governo. Como único dentre os seis candidatos residente no interior, falamos muito sobre a absoluta necessidade de descentralização política, com a criação de centros regionais autônomos de governo. Antes do fim do exercício de 2014 o governador reeleito criou, pelo menos no papel (a conferir!), os dois primeiros centros de governo, em Santarém e Marabá.

Observem que os ítens 2 e 3 não constavam no "plano de governo" original e na propaganda eleitoral do governador, que buscava a reeleição, durante o primeiro turno. O ítem 3 foi inserido na campanha eleitoral dele no fim do segundo turno.


Resumo da ópera, só por esses três exemplos já valeu a pena ter sido um candidato sem chances, mas de convicções.

NOTA PÚBLICA DO CANDIDATO A GOVERNADOR ELTON BRAGA - PRTB/PA

NOTA PÚBLICA DO CANDIDATO A GOVERNADOR ELTON BRAGA - PRTB/PA

O jornal O Liberal e outros veículos de comunicação das Organizações Romulo Maiorana – ORM vêm desferido ataques desproporcionais à minha pessoa desde que ousei questionar o governador do nosso estado, Simão Jatene, sobre a ética e moral envolvidas na visível evolução patrimonial de seus filhos e parentes, durante os seus mandatos à frente do Governo do Pará.

No debate na afiliada da Rede Globo (terça feira, 30 de setembro), Jatene, em uma tentativa inócua de me intimidar, afirmou que eu parecia um “paladino da luta contra a corrupção” e mencionou o fato do meu nome figurar em um processo. Na minha réplica, admiti naturalmente ter sido incluído juntamente com várias outras pessoas arroladas no processo mencionado por ele, e afirmei que já tinha apresentado minha defesa antes do prazo e há mais de um ano, e que aguardo, com tranquilidade, a primeira audiência, que sequer foi marcada. O governador por sua vez, mentiu desavergonhadamente dizendo que não respondia a nenhum processo, quando é sabido que ele responde a processos por corrupção e crime eleitoral no Superior Tribunal de Justiça – STJ (Inquérito nº 465 – Relator Ministro Napoleão Nunes Maia Filho) e Supremo Tribunal Federal – STF (Inquérito 2939 – Relator Ministro Celso de Mello). Segundo o jornalista Lúcio Flávio Pinto (Jornal Pessoal nº 565, segunda quinzena de julho de 2014, página 2) o governador Simão Jatene é acusado de vários crimes, dentre eles corrupção passiva, crimes contra a administração pública, crime contra a fé pública e crimes praticados por particular contra a administração em geral.

O jornal O Liberal, como retaliação pelas perguntas que fiz ao governador Jatene, e com a clara intenção de enganar a população e prejudicar minha candidatura, fez parecer como novidade a informação do processo. De fato, a notícia do mesmo já vem sendo capa de O Liberal e Diário do Pará desde 2006 quando o TCU determinou a Tomada de Contas Especial sobre o convênio entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e a Prefeitura de Belém, o que culminou com o envio à Justiça Federal do Pará no início de 2013 (Processo nº 11389-97.2013.4.01.3900). A diferença é que agora o meu nome foi estampado, evidenciado como se eu fosse o alvo principal do processo, o que não é verdade. O meu nome foi injustamente incluído, o que está claramente demonstrado em minha defesa encaminhada à Justiça Federal.

A sociedade paraense queda inerte, refém desses poderosos grupos de comunicação que mentem, manipulam a informação, achacam, humilham e tentam abalar o moral, denegrir imagens, destruir reputações. Sou um profissional liberal da administração, sendo que por oito anos atuei na administração pública, na Prefeitura Municipal de Belém. Assim como quando entrei, em janeiro de 2005, saí em dezembro de 2012 ainda morando de aluguel com minha família e dirigindo um carro usado, adquirido por minha esposa, através de financiamento bancário. Vivi nesses oitos anos do salário recebido, pelo qual retribuí com árduo trabalho em favor da cidade onde nasci. Vivo, desde sempre, com minha esposa e nossos quatro filhos uma vida simples e modesta, o que deveria constranger qualquer pessoa de bom senso a levantar qualquer falso testemunho contra mim. Se em algum momento nesses oito anos (2005–2012) eu tivesse obtido quaisquer vantagens pessoais, financeira ou de outra natureza no exercício das funções públicas que exerci as evidências dessas vantagens recebidas já deveriam ter aparecido. Mas ao contrário disso, mudei-me com a família para Parauapebas há mais de um ano por motivo de trabalho, onde também moro em uma casa alugada e dirijo o mesmo carro que usávamos em Belém desde 2011.

O fato da minha declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral não incluir um único bem sequer também perturbou um dos diretores do jornal O Liberal (segundo postagens levianas em sua conta do Facebook, e que já foram covardemente editadas, apagando posteriormente as ameaças a mim dirigidas). O mesmo diretor também insinuou que eu recebera vantagem, quem sabe financeira, advinda do atual processo político eleitoral. Parece impossível, para pessoas acostumadas a conviver e promover quem enriquece no exercício de cargos públicos, acreditar que alguém tenha passado pelo serviço público sem ter se beneficiado pessoalmente com isso. Nada melhor do que o tempo e minha própria vida, para demonstrar que minha conduta permanece ilibada.

Por fim, declaro que coloco à disposição das autoridades todos os meus direitos de sigilo, independentemente de que o governador Simão Jatene, seus familiares e todos os que têm me acusado façam o mesmo. Eu certamente não tenho nada a mostrar, e muito menos a esconder.

Belém/PA, 03 de outubro de 2014.

Elton de Barros Braga
Candidato a Governador do Estado pelo PRTB
Presidente Regional do PRTB no Pará